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NÃO “PEGA A VISÃO”

June 8, 2019

Rick Chesther é uma sensação. Sim, ele movimenta multidões e acelera o coração de qualquer pessoa que o conheça. Mas, o que poucas pessoas percebem é que a sua força vem de algo simples, muito simples. Não, eu não estou fazendo pouco caso de uma história incrível. A questão, pelo menos do meu ponto de vista, é que esse simpático sujeito vive um momento único porque muita gente acha que ele é especial, e que o seu sofrimento justifica a sua ascensão. E a visão não é bem essa...

 

 

 

Fica tranquilo aí, o cara é realmente bom e tem uma mensagem a ser entregue. Uma mensagem super poderosa. Mas, o que pouca gente percebe, é que essa mensagem já foi dita, vista e vivida muitas e muitas vezes, todos os dias. Quantas pessoas simples, batalhadoras, cheias de energia, honestas, etc., etc., etc. que você conhece, que mereceriam estar em comerciais de televisão, estampando capas de revistas e dando palestras pelo mundo? Muitas, tenho certeza.

 

Mas, não estão. Apenas o Rick. Por quê?

 

Rick, um cara incrível, com uma história crível, acertou na loteria. Logo depois de postar o tal “vídeo da água”, teve a sorte de ser abençoado por um raio que caiu sobre a sua cabeça. Flávio Augusto (Geração de Valor) teve uma sacada e estendeu sua mão para abençoar o carioca vendedor de água. O "neguinho de Copacabana" (palavras do Rick) tocou o coração do empresário, e ele se viu obrigado a tomar uma providência para mudar a vida daquele "talento bruto".

 

Se Rick não tivesse gravado o tal vídeo, talvez, jamais teria sido atropelado por essa oportunidade. Nada disso muda o caráter e o potencial diferenciados que o ex-vendedor ambulante tem, e a sua capacidade elétrica de se conectar com as pessoas. O que estou tentando deixar claro é que ele vivia uma história comum, igual a milhões de brasileiros comuns, e que conta uma jornada cheia de fatos comuns. Feijão com arroz. O detalhe é que, mesmo sem uma consistente bagagem intelectual, o espírito empreendedor baseado em relacionamentos o promoveu, destacando seu trabalho, mesmo nos tempos de invisibilidade. Ele agia como águia, no meio de pardais. Mas, ainda não tinha achado seu ninho nas alturas.

 

O que me incomoda é o fato das pessoas ainda acreditarem que precisam assistir a palestras, ler livros, e participar desse e daquele evento para sair de lá energizada, com vontade de mudar a própria vida. O problema é que no dia seguinte, pouco lembra das lições ouvidas no dia anterior. Daí, a crise de abstinência por frases de efeito e exemplos terceirizados de transformações de vida lhe caem no colo, choramingando, implorando por mais uma dose de ilusão. A auto-ajuda não lhes vale de nada, porque ainda acreditam que o par de asas coladas ao próprio corpo é decorativo.

 

Temos dificuldade em nos ver como protagonistas. Autores e atores principais. Preferimos assistir o sucesso alheio, acreditando que isso só acontece com ele ou com ela, lá; mas nunca aqui, comigo.

 

A palestra que assisti do Rick me ajudou e perceber o meu próprio valor. Ele merece se dar bem, e o parabenizo pelo sucesso. Tenho orgulho de ter conhecido esse cara pessoalmente. Mas, a melhor e única lição que tirei é que eu sou a única pessoa responsável pelo meu próprio sucesso. Ele “acertou na loteria”? Sim, acertou. Mas, se ele não tivesse a vivência, o repertório, a bagagem certa e as cicatrizes que provam isso, jamais teria consolidado algum tipo de sucesso; sumindo como fumaça, mais rápido que um tuíte.

 

Nosso sucesso demora para acontecer porque não conseguimos nos ver Nele. Esperamos que aconteça por osmose, ou por milagre, sem muito esforço. Não pegamos a visão.  

 

Rick Chesther não existia até cinco minutos atrás, e agora é uma febre. Mas, o que poucos conseguem entender é que ele tinha uma vontade e se dedicou a ela com a força de quem se apega à própria vida, como se acreditasse que há algo maior, para além do que os olhos podem ver. Se o Flávio Augusto não tivesse visto aquele bendito vídeo, talvez o Rick ainda fosse invisível para o mundo.

 

Mas a sua força, a mesma que todos nós temos mas não conhecemos bem, ainda estaria fervilhando dentro dele, como um vulcão, prestes a chamar a atenção de qualquer pessoa sensível e inteligente, capaz de perceber uma erupção de ideias, fruto de uma realidade que aquele sujeito nunca teve vergonha de mostrar para o mundo. Gente assim não "merece" oportunidades, eles criam o seu próprio caminho, e provam com fatos que deveriam, sim, ocupar o espaço onde estão.

 

Esse é o segredo do ser humano chamado Rick Chesther.

 

Ele não é melhor do que eu ou você, mas preferiu fazer escolhas diferentes da maioria, vivendo a mesma realidade que a nossa, mas com atitudes de alto impacto, que exigem fibra. O cara veio da extrema pobreza, de uma comunidade carioca, onde as opções e possibilidades para o tal sucesso são escassas. Mas, algo queimava debaixo daquela pele escura e surrada. Sua visão e expectativa da vida eram de águia: ele queria voar mais alto. De onde é possível ver tudo ao mesmo tempo, fazendo o próprio tempo caminhar diferente, e trabalhar por nós e não o contrário.

 

“Pegar a visão” é um ato de autoria. É assumir o controle da própria vida e não mais esperar que façam por você.  Rick alcançou o “sucesso” aos 40 anos de idade. Repentinamente. Mas, os 40 anos antes desse “sucesso” foram a base sólida capaz de sustentar o que muitos podem pensar ser apenas uma febre. Se o cara não desistiu em quatro décadas, acredito que quase nada vai fazer ele descer lá de cima para começar a ciscar no chão, igual a uma galinha que tem asas mas não voa. Ele se viciou em ver as coisas de um ângulo privilegiado. Isso não tem preço, e não dá pra financiar. O boleto do sucesso vem com o nosso nome e é intransferível.

 

Parabéns Rick, pela história simples. É isso que move o mundo.

 

 

 

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