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FAZER AMOR COM A VIDA

February 26, 2018

Quando o Home Sapiens resolveu abandonar seu berço na África, a história do mundo começou a mudar. Já se sabe que houve vários humanoides diferentes em quase todas as partes do planeta, vivendo ao mesmo tempo, muitas vezes se encontrando em situações inusitadas, misturando-se de muitas formas. Entretanto, apenas nossos avós sapiens “sobreviveram”. Por quê?! Será que eles tinham algo de diferente? Eram mais inteligentes? Mais violentos? Inquietos? Não é possível ter uma certeza absoluta, mas é impossível ignorar o fato de que eles mudaram o mundo.

 

“Agir, eis a inteligência verdadeira. Serei o que quiser. Mas tenho que querer o que for. O êxito está em ter êxito, e não em ter condições de êxito. Condições de palácio tem qualquer terra larga, mas onde estará o palácio se não o fizerem ali?” — FERNANDO PESSOA

 

 

 

Steve Jobs não criou uma empresa, mas uma igreja. E ele sabia pregar: “Um brinde aos loucos. Os renegados. Os rebeldes. Os encrenqueiros. Os que insistem em ser uma peça redonda em um buraco quadrado (peixes fora d’água). Os que veem as coisas de forma diferente. Eles não gostam de regras. E eles não têm respeito pelo status quo. Você pode citá-los, discordar deles, glorificá-los ou difamá-los. A única coisa que você não pode fazer é ignorá-los. Porque eles mudam as coisas. Enquanto alguns os veem como loucos, nós vemos o gênio. Porque as pessoas que são loucas o suficiente para achar que podem mudar o mundo geralmente são as que acabam mesmo fazendo isso”. Sem comentários.

 

Para Aristóteles “nunca existiu uma grande inteligência sem uma veia de loucura”. Já Stephen Hawking disse que “a Inteligência é a capacidade de se adaptar à mudança”, e o francês Honoré de Balzac afirmou que “o tempo é o único capital das pessoas que têm como fortuna apenas a sua inteligência”. Sim, nossos antigos avós superaram seus pares porque desenvolveram capacidade cognitivas superiores. Mas acredito que não foi um milagre e, sim, um processo. Olhar para o horizonte e acreditar que havia algo além, algo digno de ser buscado de alguma forma, digno de uma jornada, isso os diferenciou de todos os outros animais terrestres. Adaptaram-se às mudanças, aproveitaram o tempo e pareceram loucos diante dos parentes que preferiram estacionar em algum vale fértil e viver suas vidas.

 

Fazer amor com a vida é sair pelo mundo, em busca de experiências, superando limites e aprendendo como funciona o planeta que nos pariu. Dominar um assunto exige que mergulhemos em seus detalhes e vejamos onde ele se conecta com o resto da realidade. As coisas estão ligadas, quer eu acredite ou não. Somos feitos de estrelas, de material estelar, de elementos que viajaram bilhões de bilhões de distâncias que não conseguimos medir. Não dá para ficar sentado na frente da TV, esperando o próximo programa só porque estou entediado. A vida é uma reality show, constantemente a nos filmar, à espera de uma reação. Claro que há um toque poético aqui. Quer exista Deus ou não, quer a vida tenha um sentido ou não, a verdade é que estamos vivos e isso ninguém muda ou pode negar.

 

A vida é curta, o tempo relativo e o universo infinito. Isso torna todas as possibilidades uma maldita armadilha. Se me deitar eternamente em berço esplêndido, à espera do seio com leite quente, serei o que o tempo achar que tenho que ser. Mas, se eu me levantar e partir em alguma direção, acreditando que algo melhor e diferente será possível, o tempo fará a mesma coisa comigo, deixando tudo com gosto e cheiro de meras probabilidades. Ou seja, a vida é uma enrascada. Fazer amor com um ser tão complexo como a vida nos deixa opções estranhas. Seremos mães e pais de filhos que nunca poderemos abandonar.

 

Se assumir as rédeas e apertar os botões do joystick, só terei o caos e o acaso, muitas vezes, mas ainda assim a impressão de que estarei dando alguma respeitosa vazão à minha inteligência. Isso é uma opção, não uma obrigação. Afinal, podemos escolher fazer sexo com a vida, nos abster ou sermos estuprados pelo futuro que ninguém consegue prever. A vida é uma surpresa, mas isso não aumenta o prazer de todos, nem mesmo as suas expectativas. O que fazer? Não me pergunte, pois estou muito ocupado, no meio de um intercurso íntimo. Com licença!

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