Siga

December 18, 2018

December 12, 2018

December 5, 2018

Please reload

Posts Recentes

POR QUE NÃO SOU CRIATIVO? 2

June 24, 2019

1/10
Please reload

Posts Em Destaque

MINHA EMPRESA POR UM CAVALO

March 2, 2017

Esse é o primeiro capítulo da série Fé Que Dá Lucro. Vamos conhecer a história de Ernest Shackleton, o maluco que queria chegar ao fim do mundo, mas não podia ir sozinho.
Boa leitura, e não se esqueça de comentar e compartilhar!

 

*-*

 

“Grandes empresas não contratam pessoas qualificadas e as motiva. Elas contratam pessoas já motivadas e as inspira. Pessoas são motivadas ou não. A menos que você dê às pessoas motivadas algo em que acreditar, algo maior que apenas um emprego, eles vão acabar se motivando a encontrar um novo trabalho e você terá que se contentar com os que ficarem para trás.”--- Simon Sinek

 

Quando Shakespeare descreveu a batalha de Bosworth, na obra Ricardo III, jamais imaginou que suas linhas pudessem atravessar os séculos e nos alcançar hoje, nesse mundo agitado e inundado de tanta gente conectada, com impaciente sede de informações. Ao perder sua montaria em plena luta o rei, desesperado, exclama a célebre frase: “Meu reino por um cavalo”. O Monarca nos ajuda a ilustrar um interessante cenário: quanto estaríamos dispostos a pagar para não perder uma guerra?

 

 

Vamos pegar emprestados alguns elementos semióticos e criar uma nova cena. Imaginemos que o rei seria um CEO, gerente, coordenador ou presidente de alguma empresa, e o seu cavalo, aqui, seria a sua equipe de trabalho. Claro que guardadas as devidas proporções. Como um líder poderia realizar objetivos, conquistar missões, concluir projetos ou superar metas se o seu capital humano não está devidamente engajado, se as pessoas ao seu redor não compartilham sonhos, se a sua equipe apenas aguarda a hora de bater o ponto e voltar para casa?

 

"Procura-se homens para viagem perigosa: salários baixos, frio intenso, longos meses de completa escuridão, perigo constante, sem garantia de retorno. Honras e reconhecimento em caso de sucesso". Esse era o texto de um anúncio publicado por Ernest Shackleton, em 1913. O explorador precisava de uma tripulação para operar o Endurance, o navio que os levaria até a Antártida, para a primeira tentativa de travessia do pólo sul. Qualquer pessoa, em sã consciência, sabe que esse seria um empreendimento insólito. Resumo da ópera: encalharam no gelo por 10 meses, até conseguirem usar os botes salva-vidas e aportar na Ilha Elefante, às portas do continente congelado. Shackleton deixou sua tripulação em terra menos 5 homens, e partiu mar adentro, por cerca de 1300km em águas violentas, em busca de socorro, o que eventualmente acabou encontrando.

 

Moral da história: todos sobreviveram. Mas, não foi um golpe de sorte. O filtro usado para selecionar as pessoas certas para o desafio garantiu que saíssem todos vivos. Ninguém entrou no Endurance para se divertir. Todos estavam lá conscientes dos perigos que, certamente, viriam, a despeito de salário. Isso garantiu que as outras expedições fossem mais bem planejadas, trazendo sucesso ao empreendimento. Tenho certeza de que Shackleton não trocaria a sua tripulação por nada nessa vida. Uma empresa que seleciona funcionários pela capacidade emocional de se envolver com seus valores, pode subir no barco, içar velas e seguir viagem, sem temer qualquer tipo de desafio. Sempre haverá oportunidade de aprendizado, pois todos querem a mesma coisa e estarão dispostos a tentar de novo.

 

Você seria capaz de gritar a plenos pulmões “minha empresa por uma equipe dessas”?

Share on Facebook
Share on Twitter
Please reload